Perguntas frequentes

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CIRURGIA DE GLÂNDULA TIREOIDE

PERGUNTAS FREQUENTES

Por que preciso de uma operação?


A cirurgia da tireoide está indicada para: • Nódulo ou aumento de volume da glândula que cause sintomas, como alteração para engolir ou até dificuldade para respirar; • Câncer de tireoide ou nódulos suspeitos de malignidade pela biópsia por agulha fina (PAAF); • Nódulos grandes ou que apresentem crescimento; • Nódulos que estão produzindo hormônios de forma exagerada.




Existem outras formas de tratamento?


Para câncer de tireoide ou nódulos suspeitos a cirurgia certamente é o procedimento mais indicado. Se a possibilidade de câncer é afastada, existem outros procedimentos que podem ser utilizados, cada um com seus riscos e benefícios, como alcoolização de nódulos císticos ou, mais recentemente, o uso de ablação por radiofrequência. Você deve discutir diretamente essas opções de tratamento com seu médico.




Como deve ser a avaliação antes da operação?


É imprescindível que todos os pacientes submetidos a cirurgia de tireoide tenham uma boa ecografia do pescoço. • A ecografia cervical é o melhor exame para detecção e avaliação dos nódulos de tireoide. • Exames como tomografia e ressonância são utilizados em casos específicos. Por exemplo, pacientes com a glândula projetada ao tórax ou na suspeita de um câncer de tireoide com invasão de outras estruturas cervicais. É importante ressaltar que qualquer paciente que tenha mudado de voz ou que tenha suspeita de câncer invasivo da tireoide, deve avaliar a função das cordas vocais antes da cirurgia. Isso é necessário para determinar se os nervos laríngeos inferiores que controlam os músculos das cordas vocais estão funcionando normalmente. Esses nervos passam posteriormente à glândula tireoide e podem ser invadidos por nódulos malignos. O exame para fazer essa avaliação é feito com uma câmera que entra pelo nariz ou pela boca e visualiza diretamente as cordas vocais. Esse exame é chamado Laringoscopia. • O índice de Cálcio no sangue, chamado calcemia, também pode ser solicitado. Em casos de baixa do Cálcio no sangue após a cirurgia, um dos riscos da cirurgia, saberemos qual o valor desse Cálcio antes e depois. • Além desses exames, os chamados exames pré operatórios são solicitados de acordo com cada paciente. Pessoas acima de 45 anos necessitam de uma avaliação do sangue, do coração e dos pulmões basicamente.




Quais são os riscos da cirurgia de tireoide?


A cirurgia da tireoide tem, além dos riscos de qualquer procedimento cirúrgico, três riscos específicos: 1) Sangramento ou hematoma pós operatório: a glândula tireoide é muito bem vascularizada, ou seja, existe uma quantidade grande de sangue circulando dentro dela constantemente. As artérias e veias que chegam e saem da glândula são pouco calibrosas, mas possuem uma pressão sanguínea considerável, pois são ramos diretos de vasos calibrosos do organismo. Durante a cirurgia, esses vasos devem ser ligados separadamente. O sangramento durante o procedimento cirúrgico é praticamente desprezível, pois o cirurgião deve fazer o procedimento com cuidado para visualizar as estruturas importantes e evitar os outros riscos da cirurgia. Mas, após o procedimento cirúrgico, alguma dessas ligaduras pode se romper ou se soltar, levando a um hematoma no pescoço. • O hematoma no pescoço é considerado preocupante e, na maioria das vezes, deve ser reabordado pelo cirurgião, pois pode obstruir a respiração do paciente por compressão da traqueia, órgão por onde passa o ar. Esse hematoma pode ocorrer até 12 horas após o procedimento cirúrgico. O risco de isso acontecer é em torno de 3% das cirurgias da tireoide. 2) Alterações na voz: o risco mais famoso da cirurgia da tireoide é relacionado aos nervos que passam imediatamente posteriores à glândula. Esses nervos chamados laríngeo superior e inferior são responsáveis pela movimentação das cordas vocais localizadas mais acima da glândula, dentro da cartilagem tireoide, conhecida vulgarmente como pomo-de-Adão. Esses nervos podem ser machucados e sofrerem paralisia durante a cirurgia, seja por lesão térmica dos instrumentos, tração excessiva sobre eles para liberar a glândula ou pela própria manipulação do cirurgião para os afastar da glândula. Quando ocorre paralisia dos nervos, a corda vocal não se movimenta mais e o paciente fica com a voz rouca ou “soprosa”.
• Essa complicação pode ocorrer de forma transitória, mais comum, ou pode ocorrer de forma definitiva em até 2% dos casos. A paralisia definitiva é de difícil tratamento, necessitando normalmente de outros procedimentos cirúrgicos para correção. 3) Hipocalcemia: o termo hipocalcemia significa que o Cálcio está baixo no sangue. Existem hormônios que regulam a quantidade de cálcio no sangue, e um deles é o Paratormônio, responsável pelo aumento do cálcio no sangue, produzido pelas glândulas Paratireoides. O problema é que as glândulas paratireoides ficam localizadas junto a parede posterior da glândula tireoide. • Normalmente existem duas pequenas glândulas paratireoides de cada lado da glândula tireoide. Essas pequenas glândulas devem permanecer no organismo quando a tireoide é retirada. Mas podem ser danificadas durante a cirurgia, pela própria manipulação, ou pela retirada das mesmas juntamente com a glândula tireoide. Com isso, a produção do Paratormônio cai e, consequentemente, o cálcio no sangue também cai. Isso pode ser perigoso, pois o cálcio participa das contrações musculares. Os músculos do corpo podem, em casos extremos, paralisarem, levando a uma parada respiratória. O risco de acontecer essa hipocalcemia é controverso na literatura, mas pode ocorrer em até 50% das cirurgias de tireoidectomia total. Felizmente, a maioria das vezes são casos leves e a correção é feita pela ingestão de comprimidos de cálcio pelo paciente. Normalmente é um distúrbio temporário e o cálcio retorna aos níveis normais após 6 meses da cirurgia. Mas pode ser definitivo e o paciente necessitar tomar esses comprimidos para o resto da vida. Vale lembrar que a função da glândula tireoide é produzir hormônios. Todo paciente que necessitou uma cirurgia de tireoidectomia total, ou seja, a retirada total da glândula, necessita repor esses hormônios na forma de comprimidos tomados diariamente, pois não possui mais a glândula para produzir tais hormônios. Isso é uma consequência programada da cirurgia, não um risco.




Quanto da minha glândula tireóide precisa ser removido?


Atualmente, o cirurgião da tireoide realiza basicamente dois tipos de cirurgia da tireoide: • Antigamente era comum a retirada apenas de um nódulo ou parte de um lado da tireoide. Mas, se esse nódulo fosse maligno, essa retirada atrapalhava a cirurgia definitiva para o câncer de tireoide. • Hoje, o cirurgião retira apenas um dos lados da tireoide, cirurgia chamada hemitireoidectomia ou lobectomia, ou retira toda a glândula tireoide, procedimento conhecido como tireoidectomia total. Nos casos de câncer de tireoide, a cirurgia indicada é a tireoidectomia total. A hemitireoidectomia, retirada de um lado da tireoide, também pode ser usada para tratar câncer de tireoide, mas em casos extremamente específicos e a segurança disso ainda é discutível. Para glândulas onde somente um dos lados está alterado, com um nódulo por exemplo, a retirada de apenas um dos lados da glândula está indicada. Isso normalmente faz com que o paciente não precise repor os hormônios da tireoide no pós operatório e diminui os riscos da cirurgia.




Posso me alimentar após a cirurgia da tireoide?


Depois de acordar totalmente da anestesia, você já poderá se alimentar. Não existe uma restrição específica para a alimentação, mas uma pequena dor para engolir é esperada, pois durante a deglutição, ocorre a movimentação da área operada e pode causar desconforto. Alguns pacientes sentem uma leve náusea e perda de apetite por um ou dois dias. • Nesse período recomenda-se evitar comer alimentos gordurosos e oleosos, ou refeições pesadas. Seu apetite retornará gradualmente.




Quais atividades posso fazer após a cirurgia?


Você será capaz de realizar atividades cotidianas como caminhar e tomar banho logo no primeiro dia após a cirurgia. • Você deve evitar levantar peso, girar ou estender excessivamente o pescoço e fazer atividades extenuantes durante as primeiras 2 semanas após a cirurgia; • É recomendado esperar, pelo menos, de três a cinco dias antes de dirigir, garantindo que você tenha movimentação suficiente do pescoço para observar pontos cegos e dirigir com segurança.




Quando posso voltar a trabalhar?


Assim como dirigir, os trabalhos que necessitam pouco ou nenhum esforço físico, como usar o computador apenas, podem ser retomados de três a cinco dias após a cirurgia. • A maioria dos pacientes pode retornar ao trabalho 1 ou 2 semanas após a cirurgia. Depende da sua atividade específica. Se tiver dúvidas quanto ao esforço necessário na sua atividade, pergunte ao seu cirurgião o melhor momento para retornar.




Quais os sinais de emergência após a cirurgia?


Existem basicamente duas complicações cirúrgicas da cirurgia da tireoide que podem representar uma emergência: • Sangramento ou hematoma: um leve inchaço ou hematoma na cicatriz cirúrgica é considerado normal após a cirurgia da tireoide. Porém, o surgimento de um inchaço ou hematoma repentino no pescoço é preocupante e necessita avaliação médica imediata, pois pode comprometer a respiração do paciente em pouco tempo. • Cálcio baixo no sangue: as glândulas paratireóides, que ajudam o corpo a regular os níveis de cálcio, estão próximas à glândula tireóide. Elas podem ser “machucadas” durante a cirurgia da tireoide e parar temporariamente de funcionar, levando a uma baixa do cálcio no sangue. Raramente as glândulas paratireóides deixam de funcionar permanentemente, mas se o cálcio baixar rápido no sangue, em casos extremos, os músculos podem até paralisar, levando a uma parada respiratória, pois o cálcio é necessário para as contrações musculares. Sinais de baixo cálcio incluem dormência e formigamento ao redor da boca ou nas mãos. Níveis muito baixos de cálcio podem levar a espasmos musculares ou cãibras. Se você tiver algum destes sintomas, avise seu cirurgião ou procure uma emergência hospitalar. O seu médico pode dar-lhe suplementos de cálcio para manter os níveis normais de cálcio no sangue ou para tratar sintomas de baixo cálcio. Em raras ocasiões, as glândulas paratireóides não retornam à função normal e você precisará tomar suplementos de cálcio e vitamina D a longo prazo.




Curativos e pontos?


O melhor resultado na cicatrização é obtido com pontos por dentro da pele, mas que necessitam ser retirados. A retirada dos pontos é fácil na maioria das vezes e é feita após 7-10 dias da cirurgia. Os curativos são simples. Uma gaze é colocada sobre a incisão e trocada diariamente, preferencialmente após o banho.




Tenho que ficar com dreno após a cirurgia?


Na maioria das vezes não se utiliza o dreno, pois ele não mostrou prevenir hematomas no pescoço. Antigamente era muito comum a utilização do dreno no local da cirurgia. Hoje, ele é colocado somente em cirurgias onde o volume da glândula tireoide é grande para ajudar a reabsorver o líquido que acumula na região, chamado seroma. Quando o dreno é colocado, ele pode ser retirado no primeiro dia após a cirurgia, antes da alta hospitalar.




Posso tomar banho após a cirurgia?


Você pode tomar banho no dia seguinte à cirurgia. Use o curativo do dia anterior durante o banho, pode molhar ele. Após o banho, retire esse curativo úmido e faça a troca pelo novo curativo. Certifique-se de secar a área se ela ficar molhada. Evite mergulhar a incisão na água (em casos de natação, por exemplo).




Onde é o corte na cirurgia tradicional?


Na cirurgia tradicional da tireoide, sua incisão ou corte ficará na parte da frente e inferior do seu pescoço. O corte é feito de forma horizontal e, muitas vezes, é possível que o seu cirurgião use uma prega ou ruga existente na pele, tornando menos aparente a cicatriz.




Qual o tamanho do corte da cirurgia tradicional?


Isso depende muito do tamanho da tireóide e da extensão da cirurgia necessária para a remoção. Em geral, para glândulas com volume normal, o corte tem entre 4 e 5cm. Às vezes, um corte maior proporciona um resultado melhor da cicatriz. Cortes pequenos para glândulas grandes, fazem com que o cirurgião tenha que tracionar mais essa pele das bordas do corte, tornando o resultado da cicatriz muito pior.




A cicatriz da cirurgia tradicional fica aparente?


O processo cicatricial completo leva aproximadamente 12 meses. Durante esse tempo, os tecidos passam por um processo de remodelação. Muitas cicatrizes pouco atraentes nos primeiros meses podem melhorar muito ao longo de um ano. Nos primeiros meses, eles podem ser rosados ​​e elevados (hipertróficos) e depois amolecer, achatar e clarear nos 9 a 10 meses restantes. Mas, geralmente, o resultado estético da cicatriz é bom. Muitas vezes, as cicatrizes ficam quase imperceptíveis, mas depende de cada organismo. Algumas pessoas podem apresentar uma cicatriz chamada hipertrófica, onde o tecido cicatricial fica espesso e chamativo, independente do cuidado com o qual a ferida foi fechada.




Como posso melhorar o resultado da cicatriz?


Há muitas maneiras de tratar uma cicatriz. As coisas mais importantes a serem lembradas são tempo, proteção solar e massagem: Tempo: como as cicatrizes melhoram naturalmente entre 12 e 18 meses, talvez você precise ser paciente. Proteção solar: é muito importante que todas as cicatrizes sejam protegidas do sol. Cicatrizes queimadas pelo sol permanecerão vermelhas e chamativas por muito tempo, e talvez até permanentemente. É muito importante usar protetor solar em todas as cicatrizes, especialmente as novas e imaturas. Os bloqueadores solares são os preferidos, pois bloqueiam fisicamente o sol, em vez de depender de produtos químicos para absorver a radiação UV. Massagem: a massagem está indicada quando ocorre espessamento da cicatriz. Ela pode ajudar a achatar o tecido cicatricial, criando uma aparência mais suave. Você pode usar óleo ou creme para lubrificar a pele durante a massagem. No entanto, nenhum desses hidratantes provou melhorar as cicatrizes. É mais provável que a pressão da própria massagem ajude a achatar a cicatriz. Lembre-se de massagear sua cicatriz diariamente por pelo menos 2 meses.




Quando começar a massagem na cicatriz?


A massagem está indicada para cicatrizes espessadas, chamadas de hipertróficas. Em geral, a massagem pode começar cerca de duas semanas após a cirurgia.




Quando e como fazer a massagem na cicatriz?


Se estiver usando um hidratante ou creme, coloque uma pequena quantidade na cicatriz. Esfregue em movimentos circulares com a ponta do dedo. Use pressão constante ao longo de todo o comprimento da cicatriz. A área pode ser sensível ao toque a princípio. Aumente lentamente a quantidade de pressão com a massagem, mas lembre que isso é utilizado em cicatrizes espessas. Cicatrizes lineares não têm benefício com a utilização dessa massagem.




Existem outros tratamentos para a cicatriz?


Existem vários outros tratamentos a serem considerados, embora nem todos sejam apropriados para todas as cicatrizes, nem são necessários para que a cicatriz se cure bem. Borracha de silicone: a borracha de silicone é uma das formas mais eficazes de terapia de cicatrizes. Os produtos de silicone ajudam as cicatrizes levantadas (hipertróficas) a achatar e perdem a vermelhidão mais rapidamente do que as cicatrizes não tratadas. Folhas de silicone, fita adesiva e gel podem ser comprados em muitas farmácias locais: • As folhas de silicone possuem um adesivo leve, podem ser cortadas no tamanho correto para cobrir a cicatriz e devem ser usado diariamente por 3-4 meses; • O gel de silicone é um gel espesso e transparente e pode ser preferido para cicatrizes no pescoço. Deve ser aplicado duas vezes ao dia por 3-4 meses. Períodos mais longos podem ser necessários se a cicatriz permanecer vermelha e elevada; Lasers: cicatrizes que permanecem rosadas e levantadas podem responder à terapia com laser de luz pulsada. Vários tratamentos podem ser necessários para obter melhores resultados. Os lasers são geralmente reservados para cicatrizes que ainda são rosadas após 12 a 18 meses. Injeções de corticóides: é uma injeção local de esteróides de ação prolongada que trabalha para amolecer e pode ajudar a encolher cicatrizes hipertróficas ou quelóides. Demora pelo menos um mês para que o medicamento esteróide seja completamente absorvido, de modo que as injeções geralmente são espaçadas de 4 a 6 semanas. Uma série de injeções pode ser necessária para obter melhores resultados.




Vou precisar tomar uma pílula de hormônio da tireoide após a cirurgia?


A resposta para isso depende de quanto da glândula tireóide é removida. • Se foi retirado apenas um dos lados da glândula, há uma chance muito alta de você não precisar tomar o hormônio da tireoide após a cirurgia. Normalmente, o lado da tireoide que permaneceu compensa a produção de hormônio necessária para o seu organismo, a menos que você já esteja tomando medicamentos da tireóide para níveis baixos de hormônio ou tenha evidências de que a função da tireóide está comprometida antes da cirurgia. • Se você removeu toda a sua glândula (tireoidectomia total) ou se já fez uma cirurgia tireoidiana prévia e agora está enfrentando a remoção da tireóide restante, não haverá tecido glandular para produzir esse hormônio que seu organismo precisa e você definitivamente precisará tomar o hormônio tireoidiano ao longo da vida.




Quando tomar hormônios da tireoide?


• Para a cirugia de retirada total da tireoide, normalmente, aguardamos o resultado do exame da biópsia (anatomopatológico) para iniciar a reposição hormonal. Essa reposição se dará de forma gradual e deve ter o acompanhamento do endocrinologista. • Para as cirurgias parciais da tireoide, primeiramente, você fará a dosagem dos hormônios no seu sangue para saber se realmente necessita a reposição.




Terei uma vida normal após a cirurgia?


Sim. Depois de se recuperar dos efeitos da cirurgia da tireoide, você geralmente poderá fazer qualquer coisa que pudesse fazer antes da cirurgia. A função da glândula tireoide é produzir hormônios que regulam todo o organismo. Se, mesmo sem a glândula, você repor esse hormônio na forma de pílulas, não notará nenhuma diferença no seu organismo.





PRÉ OPERATÓRIO:

Na maioria dos casos, somente uma ecografia da região cervical é necessária. Essa ecografia pode ser acompanhada de uma punção para análise das células (PAAF). A tomografia com contraste é indicada somente quando se suspeita de lesões maiores ou invasivas ao exame físico e pode auxiliar no diagnóstico de linfonodos (“ínguas”) na transição da região cervical com a região torácica. A cirurgia é realizada sob anestesia geral, necessitando, portanto, exames específicos para análise do risco anestésico de cada paciente.

TRANSOPERATÓRIO:

Além dos riscos inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia da Tireoide tem seus riscos específicos.

A Glândula Tireoide é um órgão extremamente vascularizado, podendo ocorrer sangramentos no período pós-operatório imediato (primeiras 12-24 horas). Durante o procedimento cirúrgico, esse sangramento é irrisório se a cirurgia é realizada por um cirurgião especialista. O sangramento pós-operatório acontece em 1-2% dos casos, e normalmente exige reintervenção cirúrgica.

A glândula Tireoide tem uma relação anatômica posterior com os nervo laríngeo inferior e as glândulas Paratireoides. O nervo laríngeo inferior é o principal responsável pela movimentação dos músculos das cordas vocais e pode ser danificado durante essa cirurgia. Didaticamente, esse risco gira em torno de 2-3% dos casos, mas pode ser muito menor com a capacitação do cirurgião. O paciente afetado pode ficar com uma voz rouca temporária ou definitivamente.

As glândulas paratireoides ficam localizadas na face posterior da glândula tireoide, usualmente duas de cada lado. Medem aproximadamente 0,5cm e são responsáveis pela produção de um hormônio, chamado Paratormônio, o qual participa da regulação do Cálcio no sistema sanguíneo. O Cálcio é fundamental para as contrações musculares.  O procedimento cirúrgico pode levar as glândulas a um funcionamento inadequado, diminuindo o Cálcio sanguíneo (hipocalcemia), fazendo-se necessário o uso de medicações no período pós-operatório. Esse quadro acontece de forma variada na literatura, chegando até a 40% dos casos. Felizmente, na maioria dos pacientes, essa condição é transitória, com as glândulas retornando ao seu funcionamento ideal em torno de seis meses. A correção desta condição exige a reposição do cálcio pelo paciente pela forma de comprimidos tomados diariamente.

 

PÓS OPERATÓRIO:

O período pós-operatório da Cirurgia de Tireoide é bem aceito pelos pacientes. Pouca dor é esperada. A cirurgia é considerada mais delicada do que propriamente extensa. O Período de internação gira em torno de 24 horas. Atualmente, o uso de dreno após a cirurgia vem diminuindo substancialmente, mas ainda é necessário para glândulas de grande volume. A infecção da ferida operatória e o acúmulo de secreção chamado seroma não são comuns, mas podem ocorrer. É vedado ao paciente realizar exercícios físicos vigorosos pelo período de 10-14 dias. Após isso, o paciente pode retornar as suas atividades normais.

A cicatriz cirúrgica é dependente de uma série de fatores, porém é bem mais tênue do que no passado, pela diminuição do tamanho da incisão pelos cirurgiões de cabeça e pescoço. Em média é uma incisão de 4-5 cm em forma de colar na região central e inferior do pescoço. Obviamente, para glândulas maiores, a incisão tem seu tamanho aumentado. Fatores de cicatrização do paciente podem colaborar ou não com o resultado estético, tornando algumas vezes a cicatriz quase imperceptível.

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