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CIRURGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES

As Glândulas Salivares são divididas em glândulas maiores e menores. Sua função é, obviamente, a produção e secreção de saliva para a Cavidade Bucal, auxiliando na digestão.

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O ser humano possui seis glândulas maiores, três de cada lado da face e pescoço. São elas: Glândula Parótida, Glândula Submandibular e Glândula Sublingual. As glândulas menores, normalmente entre 600 e 1000, são distribuídas aleatoriamente dentro da Cavidade Oral. As glândulas menores não são palpáveis e, cirurgicamente, possuem importância bem inferior às glândulas maiores.

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Diversas doenças podem afetar as Glândulas Salivares, desde patologias inflamatórias até nódulos e tumores malignos, cujo diagnóstico e tratamento é a principal preocupação do cirurgião.

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Os nódulos e outros tumores ocorrem com maior freqüência nas glândulas parótida e submandibular, felizmente a maioria deles representa doenças benignas. O diagnóstico é determinado pela exérese cirúrgica (retirada total) da lesão, visto que a punção diagnóstica é uma conduta discutível pela dificuldade de um diagnóstico patológico preciso e pelo risco de disseminação de tumores no trajeto da punção.

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GLÂNDULA SUBMANDIBULAR

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PRÉ OPERATÓRIO:

Normalmente, os exames comuns de sangue, coração e uma ecografia cervical bem feita são suficientes para o paciente realizar a cirurgia. Tomografia e Ressonância são solicitados somente quando há suspeita de tumores malignos ou alguma dúvida em relação à ecografia.

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TRANSOPERATÓRIO:

O paciente é submetido à anestesia geral.

O corte da cirurgia é realizado de forma horizontal com 4-5cm na porção lateral do pescoço, aproximadamente 3cm abaixo da mandíbula. Um dos ramos do nervo facial percorre seu trajeto sobre a porção cervical da glândula e é chamado de nervo Marginal da Mandíbula. Esse nervo da face deve ser localizado durante a cirurgia e preservado, para evitar paralisia. Sua paralisia provoca desvio da boca para o lado oposto, e é um dos risco da cirurgia. A glândula submandibular possui um “pequeno cano”, chamado de ducto. Esse ducto é por onde a glândula joga a saliva produzida para dentro da boca, e deve ser cuidadosamente ligado durante a cirurgia. O problema dessa ligadura é que o ducto tem contato com dois outros importantes nervos, o nervo lingual e o nervo hipoglosso. Respectivamente, eles dão sensibilidade e movimentação à língua. Portanto, os outros riscos da cirurgia são paralisia e perda de sensibilidade da língua. Felizmente isso é raro.

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PÓS OPERATÓRIO:

O paciente permanece hospitalizado por 1 dia. Um leve desconforto durante a mastigação e deglutição é esperado. É deixado um dreno no pescoço que permanece até o momento da alta na maioria dos casos. O paciente pode exercer suas atividades normais logo após a alta hospitalar, porém esforços são desencorajados nas duas primeiras semanas.

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GLÂNDULA PARÓTIDA

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PRÉ OPERATÓRIO:

A Glândula Parótida é a maior glândula salivar, localizada na região pré-auricular, ou seja, entre a orelha e a bochecha de cada lado da face. A anatomia da Glândula Parótida é de extrema importância devido à relação anatômica com o nervo facial e seus ramos. O nervo facial é responsável pela movimentação dos músculos do rosto e sua paralisia provoca desvio dos lábios, assimetria facial e até dificuldade em piscar os olhos, como se o paciente tivesse um “derrame”. Sem dúvida, esse é o maior risco da cirurgia.

Assim como na glândula submandibular, uma ecografia bem feita da região é, na maioria dos casos, suficiente para levar o paciente à cirurgia. A tomografia e principalmente a ressonância em extremamente importantes quando existe suspeita de invasão do nervo facial ou de estruturas importantes da face.

 

TRANSOPERATÓRIO:

Além dos riscos de sangramento, infecção como outros procedimentos cirúrgicos, o maior risco da cirurgia é a paralisia da face.

A incisão ou corte é feito junto à parte anterior da orelha e continua contornando a mesma na parte posterior até o pescoço. A incisão é relativamente extensa, porem é necessária para exposição do nervo e é esteticamente bem aceita pelos pacientes. A cirurgia continua com a localização e dissecção do nervo facial e seus ramos próximo a porção inferior da orelha. Somente depois disso conseguimos retirar a parte afetada da glândula sem maiores riscos.

 

PÓS OPERATÓRIO:

A dor não é um sintoma comum dos pacientes. Um leve desconforto é esperado. O paciente fica internado durante um dia com um dreno que é retirado antes da alta. Não deve realizar esforços antes de 10-15 dias. Porém, atividades corriqueiras são liberadas logo após a alta hospitalar.

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